O botão de shuffle da Web
Outro dia estava navegando na internet com o player de mp3 no modo shuffle (aleatório), de vez em quando tocava uma música bem legal que há tempos eu não ouvia o que gerava agradáveis surpresas. Nessas horas eu pensava, “bem que poderia ter um botão de shuffle na web”.
Continuando o pensamento, “…eu apertaria o botão e ele me mostrava alguma coisa legal da web (imagens, vídeos, listas, fotos), seria excelente para as horas de tédio.” Como o botão de shuffle pra web não existia eu resolvi fazê-lo. Em poucas horas eu fiz alguns layouts para o que eu viria chamar de webshuffle e deixei guardado no meu pc.
A próxima etapa seria a programação propriamente dita, resolvi que iria escrever ele em python e usando o Google App Engine (GAE). O detalhe é que eu nunca tinha programado nada em python e nem utilizado o GAE então esperei a hora em que eu estivesse um pouco de tempo para explorar essas duas tecnologias.
O dia chegou e eu programei o pequeno sistema, achei bem divertido trabalhar com python e “GAE”, e pretendo explorar mais esta dupla nos meus próximos insoniaware. Bem, a app pode ser acessada pelo endereço: http://webshuffle.appspot.com e o funcionamento dela é bem simples.
É o seguinte:
1. Você clica no botão “Shuffle“.
2. O sistema irá abrir alguma página aleatoriamente, você diz se gostou ou não da sugestão.
3. Se quiser outra sugestão aleatória do sistema você volta ao passo 1.
Bem, o sistema já está pronto irei trabalhar somente no algoritmo de embaralhamento para que ele leve em conta os votos das pessoas assim como os seus de modo a mostrar somente sites interessantes. É a sabedoria das multidões em ação.
Ensinar é Empreender
Qual o papel do professor em um mundo onde toda informação encontra-se a um clique? Devido a facilidade que temos hoje em conseguir “qualquer” informação poderíamos cometer o erro de achar que professores não são mais necessários.
Eu digo o contrário. Os bons professores sempre serão necessários por mais acessível que a informação esteja. Simplesmente porque a informação, muitas das vezes será bastante objetiva, desprovida de aspectos subjetivos como experiência, abstração, insights…
Um bom professor deve agregar valor à informação, dar vida a mesma adicionando estes aspectos subjetivos. Um bom professor conseguirá estruturar, correlacionar, abstrair aquela informação que está no papel. Simplesmente porque ele é alguém com mais experiência, que já refletiu mais e, porque não, já cometeu mais erros na “interpretação” daquele assunto.
Claro que um bom estudante pode fazer o mesmo, mas ele irá precisar de mais tempo para absorver o assunto ver como ele se relaciona com outros e conseguir abstrair, ou seja, ver em que ele realmente deve focar, ver o cerne do assunto. Até ele conseguir isso muita energia e foco serão desperdiçados.
Um bom professor pode dar isso tudo pra você no espaço de duas horas aulas. Claro que o aluno deve fazer o dever de casa e, previamente, estudar e tentar entender a matéria. Feito isso, ao assistir uma boa aula ele irá ver todo aquele arcabouço teórico que estava nebuloso e fragmentado tomar forma, se solidificar, se relacionar e, por fim, fazer sentido.
O ruim desta história toda é que existem poucos bons professores e, os com vocação, muitas vezes são desestimulados a seguir carreira. Desestimulados por comentários tais como: “quem sabe faz, quem não sabe ensina”, “se ele sabe tanto porque ele ta aqui?”.
Na faculdade sou orientado por uma professora que é PhD em uma certa área onde o orientador dela é a maior autoridade mundial. Quando falo isso pra alguém a pessoa invariavelmente fala: “então o que ela ta fazendo aqui?”.
Como já foi dito, bons professores devem entender o assunto em todos os níveis, saber correlacioná-los com outros, conhecerem a bibliografia do mesmo e se manter atualizado, além disso, eles ganharão menos do que se eles estivessem na indústria. Posição difícil, não?
Por isso que eu penso que ensinar é uma questão de opção e de vocação, assim como empreender. Você nunca sabe onde vai chegar e a única certeza que tem é que não quer fazer qualquer outra coisa.
Para ler mais sobre esse processo de ensino, aprendizado na era em que vivemos recomendo o ótimo texto “Campanha programar é grátis“.
O Mahalo não é a Wikipedia
O Mahalo.com é um site de busca com um diferencial. Ao contrário do Google, que usa algoritmos para fazer a busca e auferir a relevância dos resultados de um termo, o Mahalo utiliza seres humanos para isso. Segundo o Jason Calacanis, criador do sistema de busca, dessa maneira os resultados serão mais relevantes.
O site dispõe de redatores que editam o resultado da busca para os termos mais solicitados. Isso nos faz lembrar de outro site em que são pessoas que editam as informações, estou falando da Wikipedia. Ao pensar nisso eu inclusive dei uma twittada filosófica. Depois parei um tempo para pensar quais são as características que diferenciam o Mahalo da Wikipedia.
A primeira diferença que eu achei foi a seguinte, quando você busca um termo na Wikipedia, geralmente a sua busca pelo assunto para ali. Se o verbete estiver bem escrito (e a Wikipedia caminha para isso) as informações que você procura estarão ali e sua pesquisa terminará. Para se aprofundar, você seguirá os links de referências que estarão no final do artigo. Apesar das referências, a Wikipédia pretende ser um lugar em que (ao menos num nível superficial) a sua pesquisa termina.
O Mahalo, ao contrário, não pretende que sua pesquisa se esgote ali, porque senão não seria um sistema de busca. A principal característica de um sistema de busca é ser um ponto de partida para pesquisas, ele mostra vários caminhos (links) para você tomar. Dessa forma, o Mahalo se diferencia da Wikipedia, e ao contrário do último a página que ele gera para um termo é só de referências. As referências não são só links mas também vídeos do Vimeo, YouTube e, dependendo do termo, ele irá mostrar um Fast Facts (Fatos Rápidos) que irá resumir mais ainda o seu termo.
Claro que, tecnologicamente, o Mahalo deve ser um sistema de Wiki, com uma busca melhor. Mas a grande diferença dele para a Wikipedia é que a Wikipedia foca no conteúdo em si e o Mahalo foca nas referências, que podem ser fotos, vídeos, links, dicas de pesquisas… Dificilmente a Wikipedia irá focar nas referências, senão deixaria de ser chamada de enciclopédia. Dessa maneira os sites que a primeira vista seriam concorrentes, passam a trabalhar juntos.
Analisando o site do Capital Inicial
Todo site de banda tem que ter as seguintes seções:
- História da banda
- Agenda de Shows
- Vídeos
- Discografia
- Fotos
- Downloads
- Loja
entre outras…
O legal no caso do site do Capital Inicial é que ele utilizou uma infra-estrutura já existente na web. Por exemplo, para Agenda de Shows eles utilizaram o Google Agenda, para vídeos o YouTube, para fotos o Flickr, para enviar notas rápidas para os fans usaram o twitter.
As vantagens de fazer isso são inúmeras, vamos enumerar algumas:
1. Custos
Por utilizar infra-estrutura já existente não foi preciso contratar programadores para fazer os sistemas de vídeos, fotos e agenda, microblogging o que diminuiu custos. Além disso, o sistema feito “em casa” não seria tão completo e fácil de usar quanto o do Youtube, Flickr e Google Agenda, twitter.
Eles também não precisarão dar manutenção nestes sistemas nem de pessoas cuidando dos servidores que irão servir suas fotos e vídeos. Os serviços como YouTube, Flickr já têm profissionais capacitados fazendo isso em tempo integral.
2. Comunidade
O YouTube e Flickr já tem uma enorme comunidade de usuários. Os fãs do Capital muito provavelmente já têm uma conta de usuário no YouTube então desta maneira eles não precisarão se cadastrar no site da banda para poder favoritar vídeos ou fotos, fazer comentários, etc…
Adicionalmente, os vídeos e fotos do Capital irão aparecer nos resultados das buscas além de fazer parte das atividades dos usuários no YouTube e Flickr.
3. Potencial viral
Os vídeos do Youtube podem ser colocados em qualquer página da web, além do perfil de orkut. Além disso, as pessoas já estão acostumadas a espalhar os vídeos do YouTube. Dessa maneira os vídeos não ficarão “trancados” dentro do site do Capital, o que provavelmente aconteceria se eles quisessem criar uma solução própria de vídeos.
Poderia citar outras vantagens. No caso de uma banda, como o Capital Inicial, ela deve se concentrar em gerar conteúdo para o público e disponibilizar ferramentas, não necessariamente feitas por ela, para que o público possa interagir entre si e com a banda. Com isso em mente, vemos que a solução encontrada pelo pessoal da Gruda Em Mim foi ótima.
De uma maneira geral o site do Capital Inicial é um ponto de partida para todo o conteúdo que existe sobre a banda na web, seja no YouTube, Flickr, Wikipedia, Myspace, Orkut, Twitter. Dessa forma não existe um “site” onde as atividades dos usuários se concentram, os limites do site do Capital é a própria web2.
Algumas reflexões sobre publicidade na internet

O Renato Shirakashi escreveu em seu blog um post intitulado “Internet não combina com publicidade” e no qual eu escrevi um comentário, que acabou ficando grande demais. Depois disso fiquei refletindo um pouco sobre o assunto e resolvi escrever aqui no blog sobre a mudança de foco que os anunciantes têm ao anunciar na Web.
Bom, quando os anunciantes fazem propaganda em rádio e tv não há a possibilidade da audiência comprar o produto naquela hora mas os anunciantes não se preocupam com isso, os objetivos deles é construir uma marca, associar a marca a certos eventos e programas, fazer o consumidor lembrar deles quando entrar numa loja pra comprar algum produto que eles vendem.
Agora, na internet existe a possibilidade do consumidor comprar ou saber mais sobre o produto, a propaganda é interativa. Repetindo, existe a possibilidade, não quer dizer que os anunciantes não possam também querer construir uma marca usando a internet, associá-la com sites de alta tecnologia e ir atrás de todos os outros objetivos que elas procuram no rádio e na tv. Mas o problema é que quando se anuncia na internet existe o desejo de retorno imediato. O pagamento por clique ou por ação foi bom porque trouxe para a internet anunciantes que eram céticos em relação a mesma porém as possibilidades da internet não se esgotam ai.
Posts e Blogs brasileiros sobre empreendedorismo
O Brasil está vivendo uma fase muito legal na web. Vários empreendedores em cena lançando serviços inovadores além da presença pequena mas crescente do capital de risco.
Que tal aprender um pouco sobre empreendedorismo com quem já faz isso? Abaixo uma lista de blogs de empreendedores da web 2.0 do Brasil e seus respectivos blogs, além de indicação de alguns posts que eu achei interessantes.
Criador do Camiseteria.com, uma loja virtual de camisetas onde as estampas são feitas pelos próprios usuários da comunidade.
Um post: Startups e a sua carreira
Criador da boo-box, a promissora caixinha de recomendações pessoais.
Um post: Sua startup precisa de um business plan?
Está a frente da WebCo. Empresa responsável pelo BlogBlogs, diretório brasileiro de blogs e pelo Brasigo, comunidade de perguntas e respostas.
Um post: Aula na ESPM sobre Canais Digitais : Armas de Ruptura em Massa
Co-fundador da via6, empresa por trás do rec6 e da rede social via6.
Um post: Há muita sorte entre os em empreendimentos de sucesso



