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O PHP e a escalabilidade
Uma coisa é você fazer um site de relacionamento por exemplo que será acessado pelas pessoas do seu bairro outra coisa é você ter um site que será acessado globalmente por milhares (ou até milhões de pessoas). Um site do segundo tipo precisa ser escalável que, para usar a definição da Wikipédia seria:
“escalabilidade é uma característica desejável em todo o sistema, em uma rede ou em um processo, que indica sua habilidade de manipular uma porção crescente de trabalho de forma uniforme, ou estar preparado para o crescimento do mesmo”

Um site do segundo tipo deve ser fácil de manter, estar preparado para um crescimento rápido além de ser capaz de usar os recursos (principalmente hardware e conexão) de forma ótima e fazer isso não é fácil. Às vezes, por falta de experiência, alguns programadores acabam ignorando totalmente esse aspecto no sistema que ele está desenvolvendo, resultando em uma aplicação que não é capaz de receber uma demanda muito grande de acessos. O que não é exatamente um problema se você estiver desenvolvendo sites pequenos e que permanecerão pequenos.
Agora em aplicações do governo, sistemas de transações bancárias, ou qualquer outro site que será projetado para realizar um grande número de acessos e operações precisam pensar em escalabilidade. Assim o desenvolvedor deverá pensar em cache, otimização de banco de dados, persistência, otimização de código, diminuir o consumo de banda entre outras coisas. Existe muita coisa pra aprender em cada um desses tópicos e é isso que diferencia um desenvolvedor de um “sobrinho“.

Por isso a indústria ama ambientes de programação como Java, .Net, que têm linguagens que não possuem a flexibilidade das linguagens dinâmicas como o Ruby, Python mas têm soluções (bibliotecas, padrões, servidores de aplicações, além de estudos) para todos esses problemas de escalabilidade, além de outros que aparecem quando você está criando sistemas críticos que irão receber grande número de acessos e irão manipular quantidades massivas de dados.
A esta altura você deve estar perguntando: “sim, e o PHP do título do post tem a ver com isso?”. Bom, o PHP é uma linguagem bastante popular e muito fácil de se aprender, logo existe um grande número de pessoas que sabem PHP e desenvolvem sistemas de tudo quanto é jeito inclusive sem levar em conta nenhuma boa prática de programação. Para ilustrar melhor o que eu quero falar, veja um trecho deste excelente artigo:
“Todos sabemos que a versão 4 do PHP é poderosa, mas a imagem de que projetos desenvolvidos em PHP tem a vantagem de que “até meu sobrinho pode terminar” infelizmente está enraizada na mente de muitos gerentes de TI.“
O texto citado fala do fim da descontinuação do PHP 4 e advento do PHP 5 e de, talvez, uma “nova fase” da vida desta linguagem. O PHP 5 traz uma implementação de orientação a objetos bastante poderosa, o que dá poder ao projetista o poder de implementar boas práticas de projeto, os design patterns. Além disso existem vários frameworks bons como o Zend além de vários casos de sucesso da adoção da linguagem no desenvolvimento de sites de acesso massivo como: Facebook, Flickr, last.fm. O que mostra que a linguagem pode sim ser usada de maneira séria para projetos que levam em conta a escalabilidade e outros fatores que são importantes no desenvolvimento destes tipos de sistema.
Claro que não é a linguagem utilizada que irá fazer o seu sistema ser robusto ou não, mas os “criadores” da linguagem podem ajudá-lo através da criação de Frameworks com bons princípios, recursos na própria linguagem que permitam os programadores implementarem boas práticas de programação e, claro, criar uma cultura de bom desenvolvimento entre os seus programadores. Bom, acho que isto está acontecendo para o PHP, com certeza boa coisa vem por ai.
Atualizando o twitter via SMS
Um dos trunfos do twitter é a possibilidade de usá-lo pela web, instant messenger, aplicativos de terceiros, pela api e por SMS.
Porém para os usuários brasileiros a utilização por SMS era restringida para algumas operadoras (TIM) e também o usuário teria que pagar tarifas internacionais porque o telefone que você tem que mandar o SMS fica lá no US and A.
Mas a internet é feita de gente criativa e é também um lugar onde os “problemas” podem ser resolvidos por qualquer um. Então eis que o luis.leao criou um aplicativo para Twitter, para usa-lo basta você se cadastrar no site sms²blog o seu twitter e o seu número de celular.
Feito o seu cadastro que é bem rápido você já pode começar a utilizar o twitter via SMS, basta enviar as mensagens para um número de celular do sms²blog, que fica aqui no Brasil, o custo da mensagem depende da operadora. Na Oi, que é o meu caso, eu pago R$0,31 por mensagem enviada.
Ah, você não conhece o twitter ainda? Saiba o que é e me siga
Resenha do livro Por Dentro da Bolha

Acabo de ler o livro “Por dentro da Bolha”, do Paulo Veras e que foi publicado pela EI – Edições Inteligentes em co-edição com o Sebrae. O livro conta a história de uma empresa montada entre 1995 e 1996 pelo autor e mais três sócios, a Tesla, que sobreviveu ao estouro da bolha e existe até hoje.
O autor conta os estágios iniciais da empresa, explica como era o mercado de ações de empresas “pontocom” na época das supervalorizações. Fala das fusões bilionárias, do enriquecimento rápido que ouve aquela época e por fim o estouro da bolha. Além é claro de detalhes e “segredos” só poderiam ter sido contados por quem esteve dentro do “furacão” como é o caso do Paulo Veras.
O livro é muito bem escrito o que o torna uma agradável e rápida leitura (o li em poucas horas). Obrigatório para quem gosta de negócios, tecnologia e quer entender o fenômeno da web na perspectiva de negócios e não deseja cometer os erros que cometidos no passado.
A Microsoft quer patentear a teletela
No mundo descrito no livro 1984, de George Orwell, existe um aparelho chamado teletela, este aparelho é obrigatório em todas as residências e lugares públicos. Através da teletela todos os cidadãos da Oceania têm sua vida minuciosamente vigiada pelo governo, personalisado na figura do Grande Irmão. Gravam e filmam tudo o que a pessoa fala e faz. Além disso procuram descobrir, através da análise das expressões faciais e atitudes, se as pessoas têm algum pensamento contrário à idéias propagadas pelo Grande Irmão.
Eis que a Microsoft faz o pedido de patente de um software que permite monitorar o rítmo cardíaco, temperatura, movimentos e pressão sanguínea dos trabalhadores. Fazer um paralelo com a teletela descrita no parágrafo acima é inevitável, ou não? Existe um programa similar que é usado pela NASA em seus astronautas. Por motivos óbvios, visto que eles estão submetidos a situações extremas que poucas pessoas já passaram e se qualquer problema acontecer com eles uma atitude deve ser tomada rapidamente.
Já a Microsoft quer disponibilizar a tecnologia para todo e qualquer escritório que queira “vigiar” seus funcionários com a desculpa de poder identificar qualquer tipo de insatisfação ou cansaço para poder “ajudar” os mesmos.
Ao ver esta notícia pensei em um cenário onde esta tecnologia estaria sendo amplamente utilizada e fiquei com medo, mas depois pensei mais um pouco e achei a idéia impraticável. Simplesmente porque o trabalho se torna cada vez mais mecanizado, os escritórios cada vez mais enxutos além do crescimento do número de pessoas trabalhando em home office tornando, segundo minha análise superficial, inútil a teletela da Microsoft, pelo menos para os motivos apresentados.
Mas, e se os motivos forem outros?